14 de fevereiro de 2017

Imagens que contam a história de Cruz Alta

Casa dos Costa (Imagem:Unimed)

Hoje eu vou falar de um projeto muito legal que existe aqui na minha cidade e que se chama "Projeto Nossa Velha - Nova Cruz Alta". Trata-se da história de Cruz Alta contada através de imagens, que mostram o passado e o presente da cidade através de fotografias.

Esse projeto teve início em 2007, quando o médico Alfredo Roeber recebeu por e-mail de um amigo cerca de trinta fotos, a maioria da década de 1940. "Foi o que bastou para ativar meu até então pouco expressivo, diria até quase desconhecido, lado saudoso e, até certo ponto, nostálgico. Imediatamente, olhando aquelas fotos, mesmo nascendo muitos anos após elas serem tiradas, imaginei como estivesse naquele tempo, caminhando naquelas aparentemente abandonadas ruas da cidade, uma calmaria inimaginável nos tempos atuais". Alfredo começou a comparar as imagens de Cruz Alta do passado com a do presente e então começou a fotografar a cidade nos mesmos locais e nos mesmos ângulos das fotografias do passado. A partir daí, esse projeto, que era restrito a poucos amigos, foi crescendo graças a divulgação através da internet.

O projeto pode ser visto através de apresentações no power point e hoje já são setenta montagens. AQUI você pode conhecer o projeto.

A Casa dos Costa
Casa dos Costa (Imagem:Unimed)
Cruz Alta é uma cidade antiga e tinha muitas casas lindas que desapareceram para dar lugar a prédios sem graça. É o caso da Casa dos Costa, que povoa a minha infância e a minha adolescência. Ela foi demolida para dar lugar ao prédio do Banco Itaú.

Cada vez que passava na frente daquela casa ficava admirada com a beleza dos detalhes. Eu sempre imaginava que alguém, algum dia, se encantaria com a casa e a restauraria. Mas isso não aconteceu, ela foi demolida. Quase chorei quando soube da notícia. Nunca entrei dentro daquela casa, mas sinto que ela tinha muitas histórias... Para os padrões da época em que foi construída era uma casa refinada e de muito valor arquitetônico, Era linda, cheia de detalhes típicos das casas antigas das pessoas de mais posses, talvez com influência da arquitetura europeia. Eu imaginava um pé direito muito alto da casa...Adoraria ter visto a cidade através daquelas sacadas lindas. Então, esses projetos que resgatam a história de uma cidade através de fotografias de prédios e casas que não existem mais, são muito importantes, porque elas são parte da nossa memória afetiva.
Imagem: Unimed

O sobrado dos Verissimo
Imagem: Unimed
Esse lindo sobrado era do avô do escritor Erico Verissimo e é mais um prédio de valor incalculável para a cultura que veio abaixo. Foi demolido e em seu lugar foi construído o prédio do banco Sicredi.

Muitas e muitas vezes passei na frente desse prédio e o achava lindo (sou apaixonada por prédios antigos). Aqueles detalhes da arquitetura, as sacadas, o capricho da construção, em tudo ele remetia a um passado que não existia mais, mas que estava presente nas paredes daquele prédio. Infelizmente agora ele está presente apenas nas fotografias e na nossa memória afetiva.
Imagens: Unimed
A casa dos Viecili
Imagem: Unimed
Essa casa tem muito valor para mim por várias razões, ela fica na esquina da minha rua, é muito antiga, foi construída em 1923 para ser uma para ser uma hospedagem para tropeiros. Foi também uma escola, onde estudei os anos iniciais.
A casa dos Viecili vista da minha rua.
Observem que essa área até a década de 1940 era uma lagoa.

Há muitos anos, o local onde está a minha casa era uma lagoa, que foi chamada de "Lagoa do Cemitério". Infelizmente, um prefeito da cidade mandou drenar a lagoa na década de 1940 para construir casas (a minha é uma delas). Pois pesquisando imagens pela internet, achei umas imagens bem antigas da Lagoa do Cemitério e ao fundo aparece a casa dos Viecili. Vejam!
Imagens: Unimed
Clique AQUI para conhecer a Lenda da Lagoa do Cemitério.
Observação
Segundo os geólogos a diferença entre lago e lagoa está no tamanho. As lagoas, como é o caso da que existia em Cruz Alta, são menores. As lagoas costumam ser resultado de fenômenos localizados.
A Lagoa dos Patos, Mirim e Mangueira, aqui do Rio Grande do Sul, não são lagoas e sim lagunas, porque se comunicam com o mar, mas poderiam ser consideradas lagos devido a sua grande extensão.
(Mundo Estranho e Mundo Educação)

Fontes:
http://www.unimedplanaltocentralrs.com.br/cruz-alta/
http://cruzaltino.blogspot.com.br/2010/12/lenda-da-lagoa-do-cemiterio.html

8 de fevereiro de 2017

Casa Museu Erico Verissimo

"Quando os ventos da mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras.
Outras constroem moinhos de vento." - Erico Verissimo

Estamos em 17 de dezembro de 1905, e, numa residência de uma família tradicional de Cruz Alta, nasce um guri que se tornaria um dos maiores escritores brasileiros: Erico Verissimo. Segundo consta na sua biografia, a família era rica, mas havia perdido tudo no início do século.

Logo muito cedo, aos 13 anos, começou a ler autores nacionais como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, entre outros, e autores estrangeiros, como Dostoievski e Walter Scott.

Em 1920, Erico foi estudar em Porto Alegre, no colégio Cruzeiro do Sul, mas não completou o curso e voltou para Cruz Alta. Abandonou os planos de cursar uma universidade.

Em 1925, trabalhou no Banco Nacional do Comércio, Em 1926, tornou-se sócio de uma farmácia, que faliu em 1930. Dava aulas de literatura e inglês.

Em 1929, começou a escrever contos para revistas e jornais. Publicou Chico: um conto de Natal, no Cruz Alta em Revista e os contos Ladrão de gado e A tragédia dum homem gordo, na Revista do Globo, em Porto Alegre. O conto A lâmpada mágica foi publicado no jornal  Correio do Povo. Com a falência da farmácia em 1930, o autor mudou-se para Porto Alegre.

Em 1931, casa-se com aquela que seria a sua companheira por toda a vida, Mafalda Holfem Volpe, com quem teve dois filhos, Clarissa e Luis Fernando.

Em Porto Alegre, Erico passou a conviver com escritores renomados, como Mario Quintana, Augusto Meyer, Guilhermino César e foi contratado para o cargo de secretário de redação da Revista do Globo.

Fez as traduções de O sineiro, O círculo vermelho e A porta das sete chaves de Edgar Wallace. Colaborou nos jornais Diário de Notícias e Correio do Povo. Em 1932, foi promovido a diretor da Revista do Globo e passou a atuar no departamento editorial da Livraria do Globo

Sua obra de estréia, Fantoches era uma coletânea de histórias em sua maior parte na forma de peças de teatro. Em 1933, traduziu Contraponto, de Aldous Huxley.

Mais sobre a biografia de Erico Verissimo AQUI.

Casa Museu Erico Verissimo
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Casa Museu Erico Verissimo
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
A casa onde o escritor nasceu foi transformada em museu, em 1969.

A entrada da casa se dá por um imponente portão de ferro. Ao entrar, o visitante se depara com um corredor, externo à residência, que conduz ao quintal. No fundo desse corredor, há uma árvore, que provavelmente passa despercebida por alguns visitantes, mas que era muito especial para o escritor. Trata-se de uma nespeira, também chamada de ameixeira-do-Japão. É a mesma árvore que fez companhia ao escritor em suas brincadeiras, que o acompanhou nas primeiras leituras e nos primeiros escritos,  e que dá nome a um dos capítulos da sua autobiografia, Solo de Clarineta (volume 1), é exatamente ameixeira-do-Japão.

Ao entrar pela casa propriamente dita, o visitante se depara com cômodos repletos de fotos e de objetos que foram importantes para a biografia do escritor. Estão ali, entre outros, desenhos, cadernos com anotações (rascunhos de textos e livros), documentos pessoais e a primeira máquina de escrever. As imagens mostram diversas fases da vida de Erico. Há ainda uma maquete da Vila de Santa Fé de O Tempo e o Vento e diversas edições de seus livros, inclusive em outras línguas.
Foto: Reprodução
Acervo de fotos do museu
Foto: Reprodução
Primeira máquina de escrever de Érico Verissimo

Foto: Reprodução
Maquete da vila de Santa Fé, do livro O Tempo e o Vento

Erico Verissimo é o autor que mais bem representou sua região na literatura. Em O Tempo e o Vento é narrada a história do Rio Grande do Sul de 1680 a 1945, com a saga das famílias Cambará e Terra. Há também romances políticos como O Senhor Embaixador e Incidente em Antares. Além disso, é reconhecido como um dos melhores romancistas de temática urbana, como em Olhai os Lírios do Campo e O Resto é Silêncio.

Numa entrevista à Revista Manchete, em 1973, ele destaca assim a importância de ter nascido em Cruz Alta:
"Você não pode calcular como é bom, fecundo para um romancista, ter nascido e vivido numa cidade pequena. O computador do meu inconsciente foi programado em Cruz Alta. Numa cidade do interior a gente vive mais perto das coisas."
Foto: Reprodução
Em 18 de outubro de 1975, quarenta dias antes de falecer, o autor fez sua última visita à casa que havia se transformado em museu.

Quer conhecer um pouco mais do museu? Assista a esse vídeo, que conta um pouco da história da vida do Erico Verissimo, da casa que virou museu e de Cruz Alta.
A Casa Museu Erico Verissimo está localizada na avenida General Osório, nº 380 - Centro - Cruz Alta/RS - 98015-130
Telefone: (55) 3322-6448
e-mail: museuericoverissimo@bol.com.br
Blog do Museu Erico Verissimo
Facebook Museu Erico Verissimo Cruz Alta

Fontes de consulta:
https://www.ebiografia.com/erico_verissimo/
https://educacao.uol.com.br/biografias/erico-verissimo.htm
http://roteirosliterarios.com.br/casa-museu-erico-verissimo-em-cruz-alta/#prettyPhoto
https://rgdosul.wordpress.com/regioes-turisticas/rota-das-terras/cruz-alta/
http://slideplayer.com.br/slide/3105973/

6 de fevereiro de 2017

As voçorocas são feridas abertas no solo

As chuvas fortes podem originar sulcos na terra em um solo não protegido pela vegetação. Se não forem controlados, esses sulcos se aprofundam a cada nova chuva e podem, com o escoamento que ocorre no subsolo, resultar em sulcos de enormes dimensões, chamados voçorocas (ou boçorocas), que podem atingir dezenas de metros de largura e profundidade, além de centenas de metros de comprimento. As áreas com voçorocas ficam impossibilitadas tanto para uso agrícola como urbano.
        
Para impedir a formação das voçorocas, a primeira ação deve ser o desvio do fluxo de água. Se a topografia do relevo não permitir esse desvio, deve-se controlar a velocidade e o volume da água que escoa sobre o sulco. Isso pode ser feito com o plantio de grama (se a declividade das paredes do sulco não for muito acentuada) ou com a construção de taludes, que são degraus responsáveis pela diminuição da velocidade do escoamento da água, recurso usado em rodovias brasileiras.
       
Outra solução bastante utilizada e difundida é a construção de uma barragem e o consequente represamento da água que escoa tanto pela superfície quanto pelo subsolo. Esse represamento faz com que a voçoroca fique submersa e receba pela água sedimentos, que a estabilizam.

Sábado, dia 23/08/08, como parte da aula de Gerenciamento dos Recursos Naturais, da professora Ana Lucia Ribeiro, visitamos uma enorme voçoroca na vizinha cidade de Fortaleza dos Valos/RS.

A ação degradante do homem no solo provocou essa gigantesca voçoroca, uma das mais desastrosas consequências do rompimento dos elos naturais, causando o enfraquecimento biológico do solo e, posteriormente, a inevitável desagregação física. As voçorocas são feridas da terra e podem engolir grandes extensões do solo, como é o caso da gigantesca e profunda voçoroca da vizinha cidade de Fortaleza dos Valos, em que pudemos comprovar ao vivo e a cores o desastre provocado pela água da chuva em um solo não protegido pela vegetação. A paisagem seria linda se não fosse ocasionada pelo maltrato do ser humano ao seu pedaço de chão, ferida aberta que provavelmente nunca será curada.

De 2008, quando fizemos a visita, para hoje em 2017, muito  provavelmente o aspecto da voçoroca mudou, ela deve ter aumentado muito, engolindo mais e mais uma terra que poderia estar sendo cultivada.


Uma parte do grupo do grupo no interior da voçoroca.
Professora Ana Lucia.

Esse texto foi feito a partir de dois textos publicados no blog Ambiente de LuzO primeiro texto publicado foi A gigantesca ferida aberta no solo, em 24 de agosto de 2008 e o segundo foi Voçorocas, em 6 de setembro de 2008.


Fonte - livro: MOREIRA, João Carlos e SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil (ensino médio). São Paulo, Scipione, 2005.
Fonte -  Aula de Gerenciamento dos Recursos Naturais, da prof. drª Ana Lucia de Paula Ribeiro, do curso de Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Naturais. 2008

Ana Lucia de Paula Ribeiro

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (1996). Mestrado em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (1999) e Doutorado em Fitossanidade pela Universidade Federal de Pelotas (2005). Pós-doutoramento (2015) no Instituto Politécnico de Bragança em Portugal. Atualmente é Professora Ensino Básico Técnico e Tecnológico Instituto Federal Farroupilha - Campus São Vicente do Sul. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Entomologia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente e controle biológico.

Informações coletadas do Lattes em 09/01/2017

4 de fevereiro de 2017

Dinâmicas para a volta às aulas

Durante a Eco-92 foi construída uma imensa árvore na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro.
Nesse local, onde era realizada a conferência da sociedade civil, as pessoas escreviam em folhas de papel seus sonhos de um futuro digno para a humanidade e penduravam nessa árvore. Baseado nisso, separei como primeira dinâmica de volta às aulas a árvore dos sonhos, para que possamos todos nós, professores e alunos, sonhar com um mundo mais justo e mais pacífico. Um mundo onde se tenha o direito de sonhar e concretizar esses sonhos. Essa dinâmica pode ser desenvolvida em todos os anos.
A segunda dinâmica envolve música e é uma atividade descontraída. onde o(a)  professor(a) vai ter que incentivar os mais tímidos a cantarem um trechinho da música com as quais mais se identificam.
A terceira dinâmica, a viagem, é voltada para o ensino fundamental, onde os alunos podem expressar os seus sentimentos e desejos.

Árvore dos sonhos
Imagem: Integral Sustentável
Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. Em cima da árvore, escrever uma pergunta relacionada com o assunto (pode ser sobre questões ambientais, regras de convivência, o ambiente escolar etc) que será tratado durante o bimestre, trimestre... Ex.: Como gostaríamos que fosse...?

Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" para o assunto em questão. Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.

Obs: Esta atividade poderá ser retomada durante o período que for trabalhado o assunto, ou ao final do período para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar.

Que música você é?
Objetivo:

Propiciar a apresentação dos alunos de forma descontraída;
Levar os participantes a identificarem seus ritmos e gêneros musicas, assim como refletirem sobre a importância de respeitar as preferências alheias.
Procedimentos:
Solicitar aos alunos que escolham dentre as músicas que conhecem e gostam um trecho que, de alguma forma, o represente.
Cada um deve cantar o trecho escolhido para a turma.
O professor/dinamizador da atividade tem o papel de sondar se todos já ouviram aquela música, quem é o cantor(a), qual gênero musical, por que foi escolhida, se alguém não gosta, etc.
A regra é não repetir as músicas já apresentadas e respeitar as preferências dos colegas.
Com todos devidamente apresentados pedir que sistematizem no papel criando um cartaz de sua apresentação.
Com todos os cartazes prontos criar um painel para sala de aula: “Somos como músicas”.

A Viagem
Objetivos:
Levantar as expectativas dos alunos em relação ao ano letivo;
Acolher o novo grupo;
Ornamentar a sala de aula de maneira significativa.
Procedimento:

O professor afixa na parede da sala um painel com uma paisagem de fundo. No mesmo deve estar escrito: Sejam bem-vindos a viagem do saber!
A paisagem de fundo pode ser: marítima, celeste, florestal, etc...

A proposta é construir o painel com o grupo.
Sendo paisagem marítima, propor que cada aluno faça a dobradura de um barco e imaginem a viagem decorando-o livremente e escrevendo uma palavra ou frase o que espera alcançar durante a mesma, ou seja, quais são suas expectativas em relação ao ano letivo.
Sendo celeste podem ser confeccionados pequenos aviões de papel.
O fundo florestal permite que cada um escolha um animal ou planta com o qual se identifica e construa da mesma forma: dobrando, recortando, colando...
O importante é que os alunos expressem seus sentimentos e desejos. Com tudo pronto oportunizar um momento agradável onde cada um prenderá o que construiu no painel de boas-vindas interativo, apresentando-se à turma.


Fonte: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/dinamicas_volta_as_aulas.html
http://integralsustentavel.blogspot.com.br/2015/03/arvore-dos-sonhos.html
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/coea/COMVIDA4.pdf

22 de janeiro de 2017

Mandalas para pintar

Para relaxar e aumentar a concentração pode-se  fazer muitas coisas. Uma delas é,  em silêncio ou com uma música de fundo suave, pintar uma mandala. Mandala significa círculo ou centro. Em torno de um ponto central definido e estático  vão acontecendo a descoberta de novas formas.
Mandalas são um método de cura para a alma. As mandalas são a fusão de corpo, espírito e alma. Eles ajudá-lo a descobrir a sua própria criatividade. Você vai descobrir a si mesmo e à nova realidade que o rodeia. Vai superar a rotina e o estresse com mais facilidade, se acalmar, ganhar confiança e serenidade.


Se você quiser aprender a fazer mandala em CD ou DVD usado, o passo a passo está AQUI.
Fonte: Mandalas Para Pintar.

21 de janeiro de 2017

Questões sobre fontes de energia

Atualmente, o Brasil possui vários parques eólicos concluídos, mas que não estão em operação por falta de linhas de transmissão.
1) (CESPE/UnB) A produção de combustíveis oriundos da biomassa faz parte das políticas de governo de vários países, entre os quais se inclui o Brasil. A respeito desse tema, julgue os itens subsequentes.
1. O aumento da produção de etanol no Brasil tem reduzido a concentração da posse de terras e incentivado a diversificação agrícola.
2. No setor de transportes, o uso de biocombustíveis tem sido considerado uma solução para a redução de gases de efeito estufa, o que atende aos propósitos do Protocolo de Quioto.
3. Atualmente, a agroindústria açucareira, tal como ocorreu no período colonial, fornece matéria-prima energética e promove a interiorização da população brasileira.
R= F. V, F.

2 ) O uso de combustíveis está diretamente relacionado a sua origem, se renovável ou não. No caso dos derivados do petróleo e do álcool de cana de açúcar, essa diferenciação se caracteriza:
a) Pelo tempo de reciclagem do combustível utilizado. Neste caso, o tempo maior seria para o álcool.
b) Pela diferença na escala de tempo de formação das fontes: período geológico para o petróleo e ciclo anual para a cana.
c) Pelo tempo gasto no processo de refinamento do petróleo.
d) Pelo tempo de combustão para uma mesma quantidade de combustível. Neste caso, o tempo maior seria para os derivados do petróleo.
e) Pela quantidade de partículas lançadas no ar. Os derivados do petróleo lançam bem mais partículas.

3) (ENEM) O potencial brasileiro para gerar energia a partir da biomassa não se limita a uma ampliação do Pró-álcool. O país pode substituir o óleo diesel de petróleo por grande variedade de óleos vegetais e explorar a alta produtividade das florestas tropicais plantadas. Além da produção de celulose, a utilização da biomassa permite a geração de energia elétrica por meio de termelétricas a lenha, carvão vegetal ou gás de madeira, com elevado rendimento e baixo custo.
Cerca de 30% do território brasileiro é constituído por terras impróprias para a agricultura, mas aptas à exploração florestal. A utilização de metade dessa área, ou seja, de 120 milhões de hectares, para a formação de florestas energéticas, permitiria produção sustentada do equivalente a cerca de 5 bilhões de barris de petróleo por ano, mais que o dobro do que produz a Arábia Saudita atualmente.
José Walter Bautista Vidal. Desafios Internacionais para o século XXI. Seminário da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, ago./2002 (com adaptações).
Para o Brasil, as vantagens da produção de energia a partir da biomassa incluem
a) implantação de florestas energéticas em todas as regiões brasileiras com igual custo ambiental e econômico.
b) substituição integral, por biodiesel, de todos os combustíveis fósseis derivados do petróleo.
c) formação de florestas energéticas em terras impróprias para a agricultura.
d) importação de biodiesel de países tropicais, em que a produtividade das florestas seja mais alta.
e) regeneração das florestas nativas em biomas modificados pelo homem, como o Cerrado e a Mata Atlântica.

4)  Assinale a alternativa correta com relação aos recursos energéticos.
a) São chamadas de combustíveis fósseis as fontes energéticas geradas pela fossilização de material orgânico. Os mais importantes combustíveis fósseis são o carvão, o petróleo e os derivados do álcool.
b) Os combustíveis fósseis, recursos finitos e não renováveis, têm os custos econômicos de sua exploração encarecidos quando a sua localização ocorre em consideráveis profundidades.
c) A queima de combustíveis fósseis provoca a liberação de gás carbônico na atmosfera, o que ocasiona o resfriamento das temperaturas globais.
d) Os maiores responsáveis pela poluição atmosférica causada pela queima dos
combustíveis fósseis são os países periféricos, uma vez que as indústrias dos países
tecnologicamente mais avançados já operam, em sua maioria, com a chamada "tecnologia limpa".
e) A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) congrega exclusivamente países árabes, constituindo-se numa organização essencialmente política, baseada no poder econômico possibilitado pelo domínio da exploração do mais importante dos combustíveis.

5)  (UEPB) O Carvão mineral e o petróleo continuam a ser as duas principais matrizes elétrica e energética mundiais, porém a crise ambiental (com destaque para o aquecimento global) e a problemática do
abastecimento de petróleo fazem com que os combustíveis renováveis e, sobretudo “limpos”, ganhem evidência. Sobre a questão é correto afirmar que
I. os combustíveis fósseis, embora não-poluentes, necessitam ter seu consumo reduzido pelo simples fato de não serem renováveis e, portanto, sujeitos ao esgotamento em um futuro próximo.
II. a água, embora seja uma fonte de energia limpa e renovável, gera polêmicas pelos impactos sociais e ecológicos causados com as construções de grandes hidrelétricas, que destroem ecossistemas e expulsam populações ribeirinhas.
III. a energia solar, apesar de abundante e não-poluente, ainda é pouco utilizada, o que certamente se explica muito mais pelas políticas energéticas e interesses de grupos, do que pelo elevado custo dos painéis de captação de energia.
IV. o Biodiesel, destaque brasileiro em tecnologia alternativa de combustível por ser menos poluente que os hidrocarbonetos e por criar empregos no campo, nem por isso está imune de gerar problemas ambientais, sobretudo, se vier a ser um investimento muito lucrativo, pois fatalmente avançará e destruirá áreas ainda preservadas e de fronteiras, como já ocorre com a soja. Estão corretas apenas as alternativas:
a) II, III e IV
b) I, II e III
c) I e IV
d) II e III
e) I, II e IV

6) (URCA) O governo comemorou como vitória o resultado do leilão do pré-sal, com forte peso da Petrobras. O leilão do Campo de Libra, da Bacia de Campos, foi o primeiro sob o novo regime de partilha do présal, em que uma parte do petróleo extraído fica com a
União. Sobre a exploração e geopolítica do Petróleo no Pré-sal é correto afirmarmos.
a) O pré-sal é uma área de reservas petrolíferas que fica debaixo de uma profunda camada de sal, formando uma das várias camadas rochosas do subsolo marinho.
b) A camada denominada de pré-sal compreende uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros de rochas ígneas. Engloba o Espírito Santo, Santa Catarina, abaixo do leito do mar, além das bacias graníticas do Espírito Santo, Campos e Santos.
c) Ela é chamada de pré-sal, em razão da escala de tempo geológica, ou seja, o tempo de formação do petróleo. A camada de reserva de petróleo do pré-sal se formou antes da outra rocha magmática de camada salina, e foi encoberta por esta, milhões de anos depois.
d) O consórcio vencedor é liderado pela Petrobras, que ficou com 70%, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total, com 5% cada uma, e as estatais chinesas, CNPC e CNOOC, com 10% de participação cada.
e) A área leiloada hoje é a segunda maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil. No Campo de Libra, podem ser retirados do fundo do mar de oito a 12 bilhões de barris, a mesma fica atrás somente do complexo petrolífero de Santos.

7) (IFS) Marque a alternativa que indica as principais fontes ou tipos de energias renováveis.
a) Petróleo, biomassa, eólica e solar.
b) Gás natural, petróleo, nuclear e hidroelétrica.
c) Biomassa, eólica, petróleo e gás natural.
d) Eólica, hidroelétrica, solar e biomassa.
e) Hidroelétrica, solar, petróleo e gás natural.

8) (UEA) Em 2012, 1,4% da energia necessária para abastecer a economia do Brasil foi atendida pela energia nuclear. Ainda que pequena se comparada com outras fontes de energia (56,3% de combustíveis fósseis, por exemplo), é importante conhecermos seus riscos. Uma desvantagem dessa fonte energética é
a) vincular sua operação à previsão de mudanças climáticas em escala global.
b) gerar resíduos difíceis de serem armazenados de modo seguro.
c) não proporcionar independência energética aos países importadores de combustíveis fósseis.
d) contribuir para o efeito estufa com a emissão de dióxido de carbono na atmosfera.
e) não possuir uma base científica segura e confiável para sua operação.

9) (UFSC) A questão energética assume, nos dias atuais, uma enorme importância, pois o aumento do consumo energético coloca em xeque as fontes esgotáveis e poluidoras. O uso de novas fontes requer que estas sejam capazes de substituir as atuais fontes primárias e, ao mesmo tempo, sejam limpas ou menos poluidoras.
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01. A energia eólica ganha importância em diversas partes do território brasileiro, mas ainda
não é capaz de substituir, plenamente, as atuais fontes primárias.
02. A biomassa é uma fonte energética alternativa que já era utilizada antes da Revolução Industrial.
04. Em um futuro próximo, deve-se combinar diversas fontes de energia, combinação que deverá levar em consideração as condições naturais de cada espaço geográfico.
08. No caso brasileiro, há uma articulação bastante exitosa entre a produção energética hídrica, eólica e de biomassa, o que assegura ao sistema elétrico um potencial inesgotável.
16. Tendo em vista o impacto ambiental, no Brasil, as usinas hidrelétricas estão sendo substituídas gradativamente pelas termelétricas.
32. A questão energética no Brasil não se reduz apenas ao potencial e à diversificação de sua produção, mas também à problemática ambiental que esta provoca.
Resposta: 1 + 4 + 32 = 37

10) (UERJ) Cresce geração de energia eólica no Brasil
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Os dados divulgados pelo Conselho Global de Energia Eólica mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial nesse período: 31%.
O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos (39%), o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.
De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica, a capacidade instalada desse tipo de energia no Brasil deve crescer ainda mais. Um leilão realizado em 2009 comercializou 1.805 MW que devem ser entregues até 2012.
Adaptado de , 04/02/2010.
Nomeie a macrorregião brasileira com maior potencial eólico. Apresente, também, duas vantagens ambientais das usinas eólicas.
Resposta:
Macrorregião: Nordeste
Duas das vantagens:
• não poluem
• são renováveis
• não demandam grandes áreas para instalação

11) No Brasil, um exemplo de importante fonte energética alternativa dessa natureza, proveniente da biomassa tropical e utilizada como combustível nos veículos automotivos, é
a) a cana de açúcar, utilizada na produção do álcool.
b) o petróleo, utilizado na produção de energia nuclear.
c) o xisto, utilizado na produção de energia termoelétrica.
d) o urânio, utilizado na produção de energia geotérmica.
e) o carvão mineral, utilizado na produção de energia eólica.

12) (UPE) Leia a manchete a seguir:
Brasil precisa de investimento em energia limpa.
16/02/2011 - Jornal Folha de São Paulo.
Sobre o assunto tratado, é CORRETO afirmar que a(o)
a) biomassa, também chamada de energia renovável, é um tipo de energia limpa, desenvolvida por meio de plantações energéticas, porém, mesmo quando é produzida de maneira sustentável, emite grande quantidade de carbono na atmosfera.
b) energia limpa é aquela que não emite grande quantidade de poluentes para a atmosfera e é produzida com o uso de recursos renováveis, a exemplo de biocombustíveis como a cana-de- açúcar e as plantas oleaginosas que são fontes de energia originadas de produtos vegetais.
c) Bacia de Campos, no Brasil, possui as maiores reservas de xisto betuminoso que é considerado uma fonte de energia limpa renovável, não se esgota e pode ser aproveitado indefinidamente sem causar grandes danos ecológicos.
d) lenha, energia eólica e energia solar, apesar de se constituírem em fontes de energia não renováveis, são consideradas energias limpas e se destacam por suprirem a maior parte das necessidades brasileiras de eletricidade e por apresentarem uma série de vantagens ambientais.
e) maior potencial de energia limpa no Brasil está instalado na Bacia do Rio Paraná, onde se localizam grandes reservas de gás natural, um biocombustível avançado de transformação geológica, pois dele é possível se obterem hidrocarbonetos.

13) (UFBA) O Brasil, por sua grandeza territorial, possui uma diversidade geográfica e climática significativa. A latitude, o relevo, as bacias hidrográficas, as características do solo, entre outros fatores, criam uma série de possibilidades, entre outras coisas, para o planejamento energético da matriz brasileira.
Sendo bem exploradas, essas características singulares podem fazer do Brasil um país independente das energias fósseis a longo prazo. Através do investimento tecnológico e em infraestrutura, é possível utilizarmos fontes renováveis como a biomassa (etanol e biodiesel), eólica, solar e hidrelétrica. [...] Finalmente, a natureza oferece as condições ou cria as dificuldades que, na verdade, podem ser oportunidades para o crescimento e desenvolvimento do país. (WALTZ, 2010, p. 31).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a matriz energética brasileira, uma das mais equilibradas entre as grandes nações,
a)justifique a recente expansão hidrelétrica da Região Norte e cite dois exemplos do
atual aproveitamento da Bacia Amazônica;
b)destaque duas características naturais do Nordeste brasileiro, que podem ser aproveitadas para geração de energia alternativa e limpa;
c) indique duas características ambientais da Bacia Hidrográfica do Paraná.

Respostas:
a)
• A recente expansão hidrelétrica da Região Norte se deve ao avanço das fronteiras econômicas — sobretudo do agronegócio —, ao crescimento da população total e, em particular, da população urbana, além de investimentos públicos e privados. O seu grande potencial hidráulico, o maior do país, no momento, está relacionado não só às suas atividades tradicionais, mas também como força motriz para a solução dos grandes problemas regionais e visando suprir as deficiências energéticas do país, evitando futuros “apagões”.
• Como exemplos do aproveitamento da Bacia Amazônica, podem ser citados projetos como Belo Monte, no rio Xingu, no Pará; Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia; Teles Pires e o Complexo do Tapajós, no Pará, além do potencial de outros afluentes do Amazonas.
b) Alto índice de insolação anual, sobretudo no Agreste e no Sertão (energia solar); excelente regime de ventos, principalmente no litoral, em particular na faixa setentrional (energia eólica).
c) Características ambientais da bacia do Paraná. • Condições topográficas acidentadas. • Rios tipicamente de planalto e caudalosos, apresentando inúmeras cachoeiras e
corredeiras. • Domínio dos climas tropical, tropical de altitude e subtropical. • Quatro estações do ano bem definidas em grande extensão. • Solos de extrema fertilidade (solos de terra roxa) utilizados no cultivo do café. • Solos de influência vulcânica (arenito-basáltico).
• Formações vegetais dos tipos latifoliada tropical, cerrados e aciculifoliada (araucárias) em grande parte da bacia hidrográfica.
• Relevo predominantemente formado por superfícies planálticas, representadas sobretudo pelo planalto meridional com feições de cuestas.
• Relevo do tipo trapps (escalonados).
• Situa-se sobre terrenos de estrutura sedimentar compondo a bacia geológica do Paraná.
• Presença do Aquífero Guarani no subsolo.

Fonte: Exercício Mundo Educação, Professor Cardy.com, Fórmula Geo, Geo- Conceição, Preservação Brasil.


20 de janeiro de 2017

A importância dos rios

Imagem: Salto Yucumã/RS
A hidrosfera corresponde à camada líquida que envolve a superfície do planeta, e seu estudo é realizado pela Hidrologia (ou Hidrografia), ciência que analisa as características gerais e a distribuição espacial das grandes extensões de águas no globo terrestre.

Os rios são fontes de um dos recursos naturais indispensáveis aos seres vivos: a água. Além disso, têm grande importância cultural, social, econômica, histórica…

Milhares de espécies da flora e fauna, inclusive a espécie humana, consomem água de rios, que precisam ter uma qualidade adequada para os diversos usos.
Dos rios provem grande parte da água consumida pela humanidade para beber, cozinhar, lavar, conservar alimentos, cultivar plantas, criar animais, navegação, dentre outros usos.
Irrigação
Os rios são muito importantes para a irrigação de terras em atividades agrícolas e para que a sustentabilidade da vegetação natural.
Um exemplo na história é o rio Nilo. Localizado em uma região desértica do continente africano, foi graças a ele que se pôde irrigar as terras para a agricultura no Egito Antigo. Após as cheias do rio, as terras das margens ficavam forradas de húmus, um lodo fértil.
A disponibilidade de água doce por regiões do Brasil


Existe uma desigual distribuição de água no Brasil. 
A região com mais água é a que tem menor população.

A distribuição de água doce no mundo
Pelo mapa pode-se perceber a incrível desigualdade na distribuição da água doce pelo mundo.
Os Estados Unidos usam mais de 70% de sua água para irrigação e no agronegócio. Vários pontos de seu território enfrentam crises hídricas sem precedentes, com perda de lavouras e quedas vertiginosas na produção de grãos e carne. O Rio Colorado, por exemplo, deixou de alcançar o oceano por déficit hídrico. E as barragens tem sido um dos grandes problemas nos Estados Unidos.

Segundo o Greenpeace, o maior reservatório de água doce do mundo, lago Baikal, que fica no sul da Sibéria, Rússia, está atualmente em nível crítico e gera especulações de que as regiões que são abastecidas por ele serão em breve afetadas pela seca. O baixo nível do lago também causa grande impacto na fauna local. Peixes são os primeiros a serem afetados pelo volume reduzido de água.

“O aumento dessa perda por causas humanas é como um grande rio de água doce da Terra para a atmosfera. Mudamos muito o sistema da água doce sem saber”, observou Gia Destouni, professora da Universidade de Estocolmo. “Já superamos os limites do consumo de água doce do planeta. Isso é sério”, acrescentou.

Consumo agropecuário 
O setor que mais consome é também o que mais desperdiça água doce no Brasil. A agropecuária usa 70% da água no país, porém quase metade desse montante é jogada fora. As estimativas são do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). Entre os motivos do desperdício estão irrigações mal-executadas e falta de controle do agricultor na quantidade usada em lavouras e no processamento dos produtos. Os impactos recaem sobre o ecossistema, já que lençóis freáticos e rios sofrem com a falta de chuvas e correm o risco de secar ao longo dos anos.

Tubulação - perda também na rede de abastecimento
A agropecuária não pode ser apontada como única vilã quando o assunto é desperdício de água. Em média, metade do volume destinado à distribuição domiciliar é jogado ralo abaixo no Brasil. “A estimativa é que de cada 100 litros que saem para distribuição 50 são perdidos. É necessária uma reforma no sistema”, afirma o coordenador da The Nature Conservancy, Albano Araújo. Segundo dados da FAO, 10% da água utilizada no Brasil têm como destino o abastecimento residencial e 20% o setor industrial.

De acordo com Devanir dos Santos, da Agência Nacional de Águas, há municípios em que 70% da água que sai para distribuição não chegam ao destino. “Instalações antigas, adutor estourado e até ‘gatos’ na ligação da água contribuem para isso”, explica.

Fonte: Gazeta do Povo, Brasil Escola, Mundo Educação, Teor Crítico.
Fonte gráfico: Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos.
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